A Viação Santa Cruz apresentou, em 5 de novembro de 2026, na garagem da empresa na capital paulista, sua nova frota de 33 ônibus rodoviários Marcopolo Paradiso G8 1200 da série G8 TEC, montados sobre chassis Scania K370 Euro 6. Com a entrega, toda a frota da transportadora passa a operar com veículos Euro 6 e idade média inferior a dois anos — um marco relevante para quem acompanha renovação e compra de ônibus no mercado brasileiro.
Segundo o Diário do Transporte, a Santa Cruz é a primeira operadora do Estado de São Paulo a receber essa configuração da linha G8 TEC. A apresentação ocorreu um dia após a divulgação da aquisição e permitiu ver de perto o interior, as poltronas e o sistema de retrovisores digitais com câmeras.
O que muda na série G8 TEC
A G8 TEC atualiza a geração 8 de rodoviários da Marcopolo, de 2021, com mudanças em componentes, ergonomia e tecnologia operacional. Na Lat.Bus 2026 a fabricante mostrou aerofólios laterais; nos Paradiso G8 1200 de um piso da Santa Cruz eles ainda não estão presentes — a aplicação inicial está prevista para Double Decker a partir de 2027.
Para quem compra ou vende ônibus, o detalhe importa: veículos da mesma família podem sair de fábrica com pacotes diferentes. Sempre confira a configuração real — poltronas, eletrônica, itens de segurança e opcionais — antes de fechar negócio no VendasBus ou com o fabricante.
Chassis Scania K370 e frota 100% Euro 6
Os 33 coletivos usam o chassi Scania K370 da geração Euro 6 (Proconve P8), com motor traseiro de 370 cv voltado a médias e longas distâncias. O padrão exige pós-tratamento dos gases e reduz óxidos de nitrogênio e material particulado em relação ao Euro 5. A Santa Cruz também destaca tecnologias de chassi como leitura de topografia a até três quilômetros à frente (com memorização após três passagens no mesmo trecho), ADAS com frenagem de emergência e sistema anti-tombamento.
A chegada dos novos ônibus não significa, sozinha, expansão da frota operacional. A empresa pode usá-los para renovação ou ampliação, conforme o planejamento. O ponto central para o mercado é a padronização ambiental e a idade baixa da frota — fatores que influenciam valor de revenda, custo de manutenção e exigências de clientes de fretamento e linhas regulares.
Retrovisores digitais e segurança a bordo
Um dos diferenciais observados na visita é o sistema de retrovisores eletrônicos: câmeras laterais e traseiras alimentam monitores no posto de condução, no lugar dos espelhos convencionais. A tecnologia, de fabricação nacional (Saraiva), reduz em quase 50% o custo de aquisição em relação a soluções importadas equivalentes, segundo representantes da Santa Cruz, Marcopolo e Scania, e facilita manutenção e reposição.
Há ainda um cuidado operacional importante: dois espelhos convencionais ficam no bagageiro e podem ser instalados externamente se o sistema eletrônico falhar. Os veículos também contam com sistema de retardamento de incêndio por retirada de oxigênio, pensado para ganhar tempo de evacuação.
- retrovisores digitais com câmeras e monitores;
- espelhos convencionais de reserva no bagageiro;
- ADAS com frenagem de emergência e anti-tombamento;
- leitura de topografia para apoio à troca de marchas;
- sistema de retardamento de incêndio.

Poltronas ergonômicas e conforto na viagem
No interior, a série G8 TEC traz nova padronização de poltronas, com atenção ao formato do assento, apoio lombar e ergonomia em viagens longas. O conjunto busca uniformidade visual e melhor acomodação — diferencial competitivo quando o passageiro compara ônibus, carro e, em alguns trechos, avião.
Conforto, no entanto, não substitui pontualidade, segurança, conservação e atendimento. A renovação de frota precisa caminhar junto com manutenção, capacitação de motoristas e planejamento das linhas. Para operadores que avaliam comprar unidades semelhantes no mercado de seminovos nos próximos anos, vale registrar ano/modelo, itens de série e histórico de uso.
O que isso significa para quem compra e vende ônibus
A aquisição reforça frotas mais novas, Euro 6 e com eletrônica embarcada, elevando o padrão de conforto e segurança e abrindo espaço futuro para seminovos bem equipados. Quem negocia usados deve comparar chassis, carroceria, quilometragem e pacote tecnológico — não só o preço.
Fonte: Diário do Transporte



