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Motorista de ônibus da capital paulista oferece balas para passageiros durante viagem

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José Ferreira dos Santos Filho trabalha na linha 6062-51 – Jd. Castro Alves – Term. Sto. Amaro da Transwolff

Um motorista de ônibus da capital paulista ganha a atenção dos passageiros diariamente, mesmo na correria do dia a dia, com um gesto simples: oferece balas durante a viagem.

Mas não são apenas os doces que encantam. O sorriso e atenção a cada um que entra no coletivo é o que mais se destaca.

motorista de onibus da capital paulista oferece balas para passageiros durante viagem 02José Ferreira dos Santos Filho trabalha na linha 6062-51 – Jd. Castro Alves – Term. Sto. Amaro da Transwolff. Conforme relatado pela empresa, ele jamais frequentou a escola, aprendeu a ler com a inquilina do tio no bairro Jardim Ingá, na periferia da zona sul de São Paulo.

Criado pelos avós, o avô paterno José, 97 anos, não o deixava ir à escola na época. “Vai para roça. Você não vai ser doutor. Pra que estudar?”, questionava.

Chegou a São Paulo em 1980 vindo de Lajedo (PE), cidade de 39 mil habitantes a 173 quilômetros do Recife. Trabalhou como ajudante de cozinha, balconista e até abriu a própria lanchonete e virou motorista de ônibus.

Segundo a Transwolff, ele inovou na linha. Colocou uma cestinha com balas e pirulitos à disposição dos passageiros. Questionado por que teve esta iniciativa, ele tem a resposta na ponta da língua. “Foi uma forma que encontrei para deixar a minha vida e a do passageiro mais leve”, enfatizou o motorista.

O maior orgulho da vida de Ferreirinha é ter encaminhado a educação dos filhos. Um é comissário de bordo e poliglota e a filha é formada em Pedagogia.

“Por ser um semi-analfabeto e ver meus filhos formados é uma sensação de alegria. Deus foi muito bom comigo, gosto de ajudar as pessoas”. Quem entra no ônibus dirigido por Ferreirinha já ouve a frase “Aceita uma balinha para adoçar seu dia?”.

Em uma dessas abordagens ele ouviu de uma passageira “Não quero sua bala para adoçar meu dia, só o seu gesto já adoçou. É muito gratificante ser tratada assim dentro de um ônibus”.

A auxiliar de agendamento de revisões Janaina da Silva Santos, 28 anos, filha de Ferreirinha, diz que não tem como não falar do pai e não se emocionar.

“Ele sempre foi desse jeitinho, simples, calmo, paciente, trabalhador. Sempre pensa no próximo. O que ele pode fazer para ajudar o próximo ele faz”, diz. “Muitos passageiros o conhecem pelo ônibus da balinha. Um sorriso de um passageiro já alegra o dia do meu pai”, disse.

 

Fonte: https://diariodotransporte.com.br/